Andar de bicicleta e função sexual

Andar de bicicleta e saúde sexual

O ciclismo NÃO favorece o aparecimento de disfunção erétil ou piora dos sintomas urinários. Esta é a conclusão de um magnífico estudo realizado por AWAD e colaboradores, publicado no Journal of Urology, em 2018.

A relação entre o ciclismo e a disfunção erétil tem sido motivo de diversos estudos e controvérsias

Por um lado, vários estudos (SCHWARZER, DETTORI) ter publicado ao longo dos anos que a prática de ciclismo afeta negativamente a função erétil. De acordo com esses trabalhos, a pressão prolongada exercida pelo selim sobre o períneo pode produzir:

  • Microtraumatismos na parte mais proximal dos corpos cavernosos do pênis
  • Compressão e lesão nas artérias pudendas, reduzindo a chegada de sangue ao pénis
  • Compressão do nervo pudendo favorecendo o aparecimento de dormência ou frívolo de períneo e órgãos genitais

O estudo realizado por SCHWARZER demonstrou que depois de fazer ciclismo sentado no selim ocorre uma diminuição do fluxo de sangue no pênis. Mas, se você pedales de pé durante 10 minutos, observa-se um aumento da chegada de sangue ao pênis.

Em outro sentido, o estudo MMAS (Massachusetts Male Aging Study) comparou, em 2011, o percentual de disfunção erétil entre ciclistas e não ciclistas e concluiu que não havia diferenças significativas na incidência de disfunção erétil entre os dois grupos.

Outro estudo realizado no Reino Unido com inquéritos aos 5.282 homens que praticavam ciclismo, publicou que não existia uma relação significativa entre o ciclismo e a disfunção erétil.

As conclusões do estudo de AWAD e colaboradores

Em 2018, AWAD e colaboradores apresentaram um magnífico estudo com questionários a 5488 jovens saudáveis de 5 países. A grande importância do estudo é que compara jovens saudáveis que realizam diferentes atividades esportivas: ciclistas, nadadores e corredores (runners). A todos os entrevistados feitas questionários validados sobre a função erétil e sintomas urinários.

As conclusões deste estudo comparativo são muito interessantes:

  • Entre ciclistas, nadadores e corredoresno foram detectadas diferenças significativas na função erétil e os sintomas urinários
  • A prática de ciclismo não prejudica a função erétil e não piora os sintomas miccionais.
  • Os ciclistas apresentam maior incidência de estenose de uretra que os nadadores e corredores
  • O ciclismo favorece o surgimento de feridas e frívolo no períneo e genitais. Quando se pratica ciclismo, se 20% do tempo pedales sem sentar-se no selim, diminui a incidência destas complicações

Os autores do estudo indicam que a prática do ciclismo produz uma compressão sobre o períneo que favorece o aparecimento de frívolo (dormência) dos órgãos genitais e estenose de uretra. Mas consideram que é uma compressão leve que não favorece o aparecimento de disfunção erétil.

Resumo:

A grande contribuição do estudo de AWAD é que compara jovens saudáveis que realizam diferentes atividades esportivas e conclui que o ciclismo não piora da função erétil, nem os sintomas urinários.




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